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de pied nu [entries|archive|friends|userinfo]
De Pied Nu

{ connaissance * c'est moi }
{ le vieux * archive }
{ orkut * profil }
{ flickr * photographies }
{ LJ * chez moi }

(no subject) [Feb. 8th, 2010*11:43 pm]
Ok, ok, tenho um assunto! Fotografia, obviamente! Eu só falo disso.
Nesse sábado eu fotografei pela primeira vez com filme 120 (maior, melhor e geralmete mais caro que o 35mm, esse "normal" que a gente compra até na farmácia), com uma Holga emprestada pelo Elmo num passeio do Fotoclube BH.
Eu gostei muuuito do filme 120, e estou desesperada por uma câmera médio formato!
Eu mandei fazer uma cópia contato do filme, já que digitalizar cada fotograma 120 custa nada menos que 5 reais, OUCH, CHARLIE. Então cá estão as digitalizações feitas da cópia contato no meu scanner caseiro, comentadas:

1. Na Holga, como em toda boa câmera de visor direto temperamental, é impossível compor a foto perfeitamente. Sempre vai ter alguma coisa sobrando ou faltando, a não ser que você seja bem sortudo. Então, voilà, eu queria só o burrico e apareceram três:





Nessa outra também, o meu plano era aparecer o outro carrinho mais à direita da roda-gigante, e esse coqueiro nao tinha nada que intrometer na minha foto, mas enfim:

 

2. Como as duas (teoricamente tem duas, mas praticamente não sei, haha) únicas aberturas da Holga são muito pequenas, eu fiquei com muito medo das fotos saírem escuras demais. Embora eu já tenha alguma experiência com a Holga 135bc, filhotinha dela, e saiba que não é bem assim, eu não confiei muito no meu taco e meti o dedão no modo bulb (que mantém a foto sendo tirada enquanto você continuar apertando o botão) e voilà, fotos lindamente superexpostas:

   


3. Mas como nada no mundo é tão ruim, algumas fotos ficaram mais ou menos. Ficaram boas, até, considerando que foi minha primeira vez com a Holga 120 e, consequente e obviamente, com filme 120!

 
   


E as minhas preferidas:


 
 


Obs 1: Fotos sem nenhuma edição!
Obs 2: Desculpem o scanner imundo!
Obs 3: Quem quiser me ajudar a escolher alguma pra digitalizar (e deixar meus olhos da cara como pagamento), deixa um comentário aí, svp!
Obs 4: Quem quiser me dar uma Holga 120 de presente (a azul, de preferência), um estoque de filmes, e pagar a revelação pra mim depois, nossa... Eu ia ficar tao feliz... ;)
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(no subject) [Feb. 8th, 2010*08:48 am]
Alou alou Terezinha!

Sim, eu sei que tem décadas que eu não escrevo, e provavelmente isso daqui tá bem mais abandonado do que já era antes.
E também sei que, se eu já não sabia escrever antes, agora que tem décadas que não escrevo nada e que mudei totalmente o foco da minha vida para a expressão imagética (ui!), o nível dos meus posts vai cair em queda liiiiivre para o abismo. Mas tudo bem, vou aproveitar que ninguem lê para me sentir à vontade e escrever bem mal.

O que me inspirou a voltar a escrever foi o meu total, absoluto e poderoso ócio de férias. Não estou reclamando, longe de mim, eu prefiro morrer de tédio nas férias do que não ter férias. MESMO.
Estou fazendo mais coisas do que nas férias passadas, que eu gastei inteira domindo, comendo e perdendo vida na internet. Eu tenho caminhado, saído pra fotografar, tenho lido, vi alguns filmes... essas delícias da vida. Até cartas eu escrevi.
Mas como eu trabalho dando aula particular, nas férias eu não dou aula, então também não recebo, sabe como é? A pobreza reina soberana por aqui, então eu tenho que ir menos ao cinema do que eu gostaria, fotografar menos (afinal, filme é caro pra dedéu)... e as festas dessa cidade, que tão usando qualquer dj joão ninguém pra cobrar o olho da cara só de entrada? Ou seja, eu não tenho muitas opções.

Eerrr.. então beijos, gasparzinhos, até uma hora dessas, em que eu tiver assunto nessa vida.




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(no subject) [Oct. 14th, 2009*11:03 pm]
Oi, meu nome é Lívia Cristina e eu sou viciada em encapar.




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(no subject) [Oct. 5th, 2009*03:56 pm]
Hoje foi o dia dos trocadores grosseiros.

O primeiro ônibus do dia, o da UFMG, eu peguei no ponto final. A lindeza do trocador deu um piti super afetado com todo mundo que tinha passado a roleta na ausência dele, porque podia dar problema pra ele e papapá. Ok, meu filho, se você quiser ficar conversando com o motorista enquanto sua função é ficar lá sentadinho na catraca, e mesmo assim não quiser que ninguem dê o calote na sua querida empresa empregadora, eu vou te contar uma novidade: existe uma trava na roleta. Você trava ela, ninguém passa antes de você terminar seus assuntos e vir realizar a parte que te cabe nesse latifúndio, e aí fica todo mundo feliz. Enfim, eu pedi desculpas pro cara e ele continuou reclamando mesmo assim.
Não perdi a fé na humanidade, e fui pegar meu segundo ônibus do dia. O trocador tava super entretido em dar o troco pra pessoa que passou na minha frente e eu, escutando de leve a minha intuição, esperei a transação toda acontecer pra colocar meu cartãozinho lá e pagar a passagem. Mas depois da transação ele continuou entretido em dar o troco pra outra pessoa qualquer e, como tinha uma fila de gente atras de mim querendo passar e etc, eu passei o cartão, esperei ainda uns três segundos pra ver se ele notava a minha existência, ele não notou e eu passei a roleta e fui sentar lá atrás. E eis que de repente, não mais que de repente, ele levantou a bundinha sebenta dele da cadeirinha sebenta dele, veio atras de mim e disse, com a maior hostilidade:

- Você não pagou a passagem não, né!

Como assim, Bial?! O cidadão não presta atenção no próprio serviço e depois vem cheio de marra questionar a honestidade do coleguinha? Peraí, né! Que atrevimento é esse?

- Paguei, sim senhor. E ainda fiquei esperando pra ver se você percebia a luzinha verde lá. Não percebeu, eu passei.

E o capetinha no meu ombro esquerdo tava me cutucando pra eu falar que ia ser bem feito se eu tivesse passado sem pagar, que era pra ele aprender a ser distraído e petulante ao mesmo tempo. Ah, ó!
Mas nem precisou disso, a moça que tava do meu lado (que por sinal era a mesma que passou na minha frente) fez que sim com a cabeça, me apoiando, e aí o gentil virou e voltou pro lugar dele.

Mas eu tô numa vibe de que ser feliz é simples. Aí eu fingi que a coisa esquisita na minha barriga não era raiva, era fome, aumentei o volume da música portátil e fui feliz.
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(no subject) [Sep. 29th, 2009*05:02 pm]
O calor tá de matar!
Acabei de tomar um banho e não tô aguentando ficar de cabelo solto, e olha que meu cabelo tá molhado!
Aí eu tava ali no quarto da minha mae - que também acabou de tomar banho - conversando e eis que de repente, nao mais que de repente, ela tira um secador de cabelos de dentro da gaveta. Um secador!! Eu simplesmente não acreditei no que estava vendo. Secador?! Saí de perto pra não desmaiar.

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(no subject) [Sep. 29th, 2009*12:33 pm]
Até que enfim achei alguem que também não consegue prender o cabelo em coque no meio certinho da cabeça:




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(no subject) [Sep. 26th, 2009*03:14 pm]
Minha mãe é engraçada. Hoje na hora do almoço eu fui perguntando pra todo mundo: "qual é a sua cor preferida?"
Minha mãe respondeu vermelho.
O fuinha respondeu azul.
A Diana disse que não tinha preferências.
Meu pai não respondeu, porque antes que ele pudesse abrir a boca, minha mãe disse: "a cor preferida dele sou eu".
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Charlie bit me. [Sep. 24th, 2009*01:26 pm]
Ouch.
Ouch!
Ouch, Charlie!

That really hurts, Charlie, and still hurting.
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(no subject) [Sep. 21st, 2009*01:11 pm]
Eu estava no ônibus voltando pra casa, ouvindo música portátil e coisa e tal, e começa a tocar aquela música da calcanhotto:

Eu perco o chão, eu não acho as palavras, eu ando tão triste, eu ando pela sala... Eu perco a hora, eu chego no fim, eu deixo a porta aberta, eu não moro mais em mim...

Eis que, coincidência ou não, quando acabou a música eu percebi que tinha pegado o ônibus errado...





p.s.: assim que eu percebi o erro, eu logicamente desci e fui esperar o certo. E, logicamente, tinha gente conhecida no próximo certo que passou, só pra me perguntar "ou... por que você tá pegando o ônibus aqui?!" Desgraça pouca é bobagem.

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(no subject) [Sep. 14th, 2009*03:52 pm]
Eu não dormi nada a noite toda, porque tinha um batalhão de pernilongos no meu quarto me picando e fazendo barulho na minha orelha.
Mesmo assim eu acordei de bom humor.
Fui tomar um banho cantarolante e quando tava toda molhada vi que tinha deixado o shampoo do lado de fora do box.
Mesmo assim eu continuei de bom humor.
Um cara que vai pra escola de carona com o João, ou seja, comigo, há milanos, me chamou de "Lu". Quem é Lu? Não sei quem é Lu.
Mesmo assim eu continuei de bom humor.
Um colega me disse "você tá bonita, hoje!" E eu respondi "obrigada, deve ser porque eu tô de bom humor!" Então ele disse "Nah, acho que é esse detalhe na sua blusa..."
Mesmo assim eu continuei de bom humor.
Na hora de voltar pra casa eu peguei um trânsito infernal na Afonso Pena por causa de alguma manifestação estúpida na frente da prefeitura, e eu tava quase desfalecendo de fome e fazendo xixi pelas pernas abaixo.
Mesmo assim, lá estava a Lívia Cristina de bom humor.
Agora eu descobri que estou devendo vinte e três reais de multa pra biblioteca, fato que, somado aos trinta reais que eu gastei revelando filme semana passada e com os oitenta e cinco reais que eu gastei comprando um tripé na semana retrasada, faz de mim uma garota pobre, pobre, pobre de marré, marré, marré.

É demais pra qualquer mortal, vou desistir da vida e dormir o resto da tarde, obrigada.
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(no subject) [Sep. 12th, 2009*01:31 am]
Juro que não foi por querer, e só percebi isso agora, mas eu postei no flickr, no dia 11 de setembro, a seguinte foto:



 
Tá que o 11 de setembro é imensamente contestável, mas não deixa de ser uma ironia engraçada do destino...
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so blue [Sep. 2nd, 2009*11:45 pm]
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(no subject) [Aug. 31st, 2009*08:47 pm]

"I'll just tell you now, cause I don't think you know: the things you tried to kill, I found a way to grow."

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(no subject) [Aug. 24th, 2009*05:14 pm]
Hoje eu descobri o que é fazer papel de doida.


Estava em casa num tédio mortal, meio chateada por não ter ligado pro Galpão a tempo de salvar uma vaguinha pra mim no curso de teatro, e resolvi fazer alguma coisa da minha vida. No caso, sair pra acabar com os filmes da Canon e da Smena, que tavam numa morte-lenta danada (é que eu tô com medo de falir comprando e revelando filme, aí fico meio mão-de-vaca).
Então eu, meio preguicenta, tiro os pijamas e pego a primeira roupa que eu vejo na gaveta: uma camiseta azul marinho em que, há milanos, eu comecei a pintar a seguinte frase: "french kiss for the peace". Por uma questão estratégica, eu pintei algumas letras primeiro e deixei o espaço de outras, pulei la pra baixo pra não borrar as de cima, mimimi, a questão é que a tinta acabou de repente e o resultado é que eu saí com uma blusa onde se lê a frase: "FRENCH KISS FOR PEA". Começa por aí o papel de doida.

Aí enfim, eu tava procurando uma árvore assim e assado pra tentar uma dupla exposição assim e assado e fiquei olhando pra cima o tempo todo, e quando eu resolvia abaixar a cabeça tava todo mundo olhando pra mim com aquela cara de "wtf". Mas não há nada ruim que não possa piorar: quase fui atropelada por ficar olhando pra cima feito doida, tava tocando alguma coisa frenética no ipod e eu não ouvi o carro vindo (porque é claro, eu não me contento em andar olhando pra cima, eu tenho que andar olhando pra cima no meio da rua).

Quando eu achava que tinha encontrado a árvore perfeita, eu ficava rondando o local, parava por longo minutos avaliando as condições, escolhendo o ângulo na maior afetação, geralmente cantarolando o que tivesse tocando no ipod. Aí eu tirava um vestido da mochila (a estampa dele faz parte da composição da foto), pendurava na grade de alguma casa pra esticar e tirar a foto, e a vizinhança pensando "Tadinha da Izabel, a neta dela é doida..."

Até que eu encontrei uma árvore seca, um poste aceso às cinco da tarde, mil fios, um céu perfeito e uns passarinhos, todos juntos em  harmonia (kinda hippie, né, Nando?) e nisso eu matei o filme da Canon. Só que depois de mil fotos continuei insatisfeita e decidi que aquela cena merecia uma digital, só pro caso de dar zica no filme. Lá vai a Lívia Cristina correndo (eu disse correndo) pelo Paraíso pra buscar a câmera digital antes que os passarinhos fossem embora. Corri - e fiz papel de doida - a toa, porque quando eu voltei, quedê passarinho? Enfim, fiquei feliz assim mesmo.

Quando cheguei em casa e fui lavar as mãos, ao me olhar no espelho percebi dois detalhes que foram a cereja do bolo do meu papel de louca perante todo o meu bairro: eu estava absurdamente descabelada e com uma mancha enorme de pasta de dente branca no queixo.
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(no subject) [Aug. 23rd, 2009*12:23 am]
"Ainda não consegui não sofrer com a minha solidão. Tão difícil é obter aquela distinção de espírito que permita ao isolamento ser um repouso sem angústia."   F. Absurdo P.
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(no subject) [Aug. 22nd, 2009*11:13 pm]
"Eu sou a borboleta mais vadia
Na doce flor da tua hipocrisia."
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(no subject) [Aug. 22nd, 2009*08:52 pm]
feeling alone.
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(no subject) [Aug. 20th, 2009*04:49 pm]
Minha homenagem tardia, mas de todo o coração, ao dia mundial da fotografia: Se trata de uma das fotos mais comoventes que eu vi nos últimos tempos (vi ontem, numa exposição de fotografias francesas no Palácio das Artes), só pra mostrar como que a vida ainda pode ser boa (principalmente atraves da fotografia, e, no meu caso, por causa dela).



A foto é de autoria de Martine Franck, belga, nascida em 1938.




p.s.: fui conferir o ano de nascimento na wikipedia (à cause de memória fraca) e descobri que ela foi a primeira esposa do Bresson! Ê laiá!

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(no subject) [Aug. 17th, 2009*02:53 am]
Três horas da manhã de segunda.
Não consigo dormir, simplesmente.
Eu, Lívia Cristina, a maior dorminhoca de todos os tempos.
Há vários dias não consigo dormir rápido, nem bem, nem muito.


What the hell is going on?
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(no subject) [Aug. 16th, 2009*06:48 pm]
Eu já disse aqui várias vezes que eu quarto é caótico. Sim, "é", e não "está". Mas dessa vez ele passou dos limites.
Todos os meus livros estão fora das estantes, empilhados perto da parede onde costumava ficar a cama, e a cama ta toda torta bem no meio do quarto, bloqueando a janela. Minha mala da viagem das férias, da qual eu voltei há mais ou menos duas semanas, está aberta e cheia de roupas jogada num canto. Minha poltrona tá camuflada em algum lugar debaixo de mil roupas e papéis. A superfície da escrivaninha não se vê, de tanta coisa que tem por cima. Gavetas do criado mudo e portas dos armários, todas abertas. E eu, tão bagunçada do lado de dentro quanto do lado de fora, tô sentada numa pontinha da cama que não está ocupada por cobertas e mais roupas, com o computador no colo, tentando criar coragem e resgatar minha vergonha na cara pra arrumar toda essa meleca. Rezem por mim.
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